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Rock on Stage: "Tales Of The Dark Cult " entre os melhores lançamentos nacionais do ano de 2015.

RATTLE citado entre os melhores lançamentos nacionais do ano de 2015!! "No lado do Thrash Metal então é quase um ultraje citar alg...

sábado, 23 de abril de 2016

Corporation Northeast: Entrevista com Val Oliveira




Publicada anteriormente no site Corporation Northeast.
 
1. Bruno Cruz: Quem são o RATTLE e o que fomentou o seu desenvolvimento?
Val Oliveira: Olá, Bruno. A banda atualmente tem em sua formação Val Oliveira (vocal), Henrique Coqueiro (guitarra), Daniel Iannini e Eric Dias, baixo e bateria respectivamente. A banda foi formada em meados de 2009, com a intenção de fazer um som com banda no Thrash Metal, sem se prender aos dogmas do estilo, sempre criando da forma mais livre, acrescentando elementos que variam do Death Metal até o Prog. Da formação inicial só sobramos eu e Henrique.

2.Por que o nome RATTLE?
Boa questão. Um ex-membro sugeriu, e no momento aceitamos, devido a tantos significados que o nome podia sugerir, e unindo o nome ao logo, com o esqueleto da cascavel devorando a própria cauda, como o ourobouros, daria um significado de continuidade. Fora que a cascavel é uma serpente mortal!

3.Fale um pouco sobre momentos marcantes na carreira da banda.
Os dois shows no palco do rock foram marcantes pra gente por motivos diferentes. Bons shows, sendo que o ultimo tocamos com raiva e sangue nos olhos. O primeiro pela recepção do público, que votou na gente como a melhor banda do dia que tocamos, o domingo, e semanas depois lançamos nosso primeiro trabalho, o split “Pain is Inevitable”, que teve ótima receptividade tanto aqui quanto la fora, onde dividimos o cd com a extinta banda russa Hells Thrash Horsemen. Também ser selecionado para participar da seletiva do Wacken Metal Battle. No segundo show do PDR, saímos dali direto pra o estúdio, onde começamos nossa jornada para gravar o “Tales of the Dark Cult”. Fora esses dois lançamentos, tivemos também a participação na coletânea Hellstouch. Outro momento que nos marcou foi a participação no evento Trombada Underground, em Natal (RN), o Caetité Open Air, entre outros shows que foram importantes para nós.

4.O RATTLE enfrenta muitas barreiras ou a cena metal baiana tem contribuído?
De certo modo, creio que sim. Não só aqui na Bahia,mas também fora. Aqui enfrentamos alem das já famosas panelas, as intrigas, fofoquinhas, radicalismo e visão estreita. Como não participamos de grupinhos, nem nada, somos meio que excluídos. Fora produtores picaretas, falta de profissionalismo, locais inadequados para show, etc, coisas até normais já... Mas corremos atrás do que queremos.

5.A banda passou por um processo de evolução ou manteve as raízes desde o inicio?
Estivemos em constante evolução. Creio que algumas pessoas ouviram o som mais sujo do inicio e achavam que aquele era o som da banda, mas nunca almejamos ficar parados na questão sonoridade. Continuamos executando nosso Thrash Death Metal, mas o nosso som ficou mais trabalhado, mais técnico. A evolução foi algo natural para nós.

6.Há pretensões de tocar em outras edições do Palco do Rock?
Se rolar convite, com contrato assinado, cachê, sim, de outra forma, talvez se mudar a atual gestão e modificar a forma das bandas serem avaliadas, porque não somos novatos, não somos amadores. Isso de mandar material é coisa de banda nova. Já temos certo tempo de estrada, material oficial lançado por uma gravadora nacional reconhecida, ótimos reviews na imprensa especializada. Não surgimos ontem, e eu acompanho a trajetória do evento desde o primeiro ano, e já fui nas reuniões que existiam anos antes do Palco do Rock. Antes, bandas com material, visibilidade, eram chamadas de “notórias” e a forma de avaliar era outra...

7.Quais são as grandes influências do RATTLE?
Ouvimos um pouco de quase tudo. Nosso som agrega desde o Heavy Metal tradicional ate o Grind Core, passando pelo Thrash, Speed, Prog e Death Metal. De bandas que possamos citar, creio que Megadeth, Sepultura, Death, Atheist, Slayer...

8.Boas criticas a respeito do último trabalho intitulado "Tales of The Dark Cult", como se deu o processo criativo e como tem sido a resposta do público?
A composição das músicas foram intercalados com ensaios e shows. No geral, Henrique nos mostrava as idéias, bases que ele gravava, e no estúdio nos juntamos pra ir adicionando, cortando, editando, e sugerindo mudanças. Tem coisas que mudamos no estúdio já gravando. A aceitação tem sido muito boa, tanto por parte do público, que tem comprado o cd e ido aos shows, tanto por parte da imprensa, de onde temos tido um excelente feedback!

9.Qual a opinião do RATTLE sobre a cena rock/metal baiana atual?
A cena carece de mais união, isso é fato inegável. Muitas brigas, inveja, desavenças e separatismo. Temos muitas bandas, todas tentando seu lugar ao sol, mas nem todas procuram se unir em prol da cena. Também noto um certo radicalismo ate mesmo com os locais de show. Tem um publico enorme, mas desse publico, 1% vai aos shows. O povo prefere ser banger de faceboook/mp3/youtube/whatsapp... 

10.Agradecimentos/Mensagem:
Agradeço a você Bruno, pelo espaço que nos foi dado! Muito, muito obrigado! Um agradecimento também a William e Karina, da Shinigami Records. E um agradecimento especial aos nossos amigos e fãs que nos apóiam! Sem vocês a banda não estaria onde está! Muito obrigado! Quem ainda não adquiriu o cd “Tales of the Dark Cult”, ele está disponível nos seguintes endereços:



Shinigami Records: http://bit.ly/1T6PaCV.





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