Postagem em destaque

Rock on Stage: "Tales Of The Dark Cult " entre os melhores lançamentos nacionais do ano de 2015.

RATTLE citado entre os melhores lançamentos nacionais do ano de 2015!! "No lado do Thrash Metal então é quase um ultraje citar alg...

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Tales of the Dark Cult: Review no Roadie Metal



Não é novidade pra ninguém ligado ao underground nacional, que o Nordeste é bastante rico em bandas que produzem bons trabalhos e nos presenteiam com ótimas músicas e belos discos, com o RATTLE não está sendo diferente, oriunda de Salvador – BA os caras fazem sim um som pra não deixar pescoço nenhum parado. O trampo produzido aqui é de primeira, uma mescla Death/Thrash com o pé na década de 1980 pra ninguém botar defeito.

“Tales of the Dark Cult” é o nome do primeiro trabalho da banda. O quarteto não economiza em técnica, versatilidade e agressividade. Algo que particularmente gosto de dar grande destaque é a cozinha, (“setor” que precisa ter cuidado, pois ali pode comprometer e muito o trabalho de uma banda, em minha opinião), que aqui não fica devendo em nada, a sincronia entre baixo/bateria é bem trabalhada e feita com muito cuidado. Os bons riffs de guitarra complementam o peso e em certos momentos conseguem deixar o som bem cru e denso, algo que pode sim ser um grande diferencial. Val Oliveira é dono das cordas vocais, ele as usa com bastante técnica e mostra muita maturidade nos guturais.

As onze faixas contidas, mantém o mesmo nível de agressividade, variando em alguns momentos mas sempre se mantendo fiel a proposta inteira do disco. Dando início com “The Embodiment of Evil” com uma excelente intro narrada pelo lendário “Zé do Caixão” a pancadaria rola solta, com uma música bem rápida e empolgante. “The End” se destaca por sem bem cadenciada e por conter um belo “coro” de backings no refrão, belo trabalho! “Semper Fi” se consiste em uma veloz e técnica bateria, seguida por riffs na medida.

Passando para uma sequência arrasadora de pancadaria, temos uma bela “dobradinha” com vocais ferozes, riffs agressivos e uma cozinha que beira a perfeição: “Call of Duty” e “Operation: Exterminate!. Mostrando a veia Thrash que consiste na banda “Last Standingman” e “Pray to Enter, Pray to Exit” fazem jus ao rótulo, duas grandes pauladas no crânio.

Encerrando a destruição com “The Dark Cult”, que mostra mais um belo trabalho de baixo e vocais (que não fica devendo em nada), a banda pode sim ter a sensação de “recado entregue, dever cumprido”, pois não devem em nada. Ouça sem limites!

Nota: 09

Músicas:

The Embodiment of Evil
The End
Semper Fi
Call of Duty
Operation: Exterminate!
Whispers
Last Standing Man
Pay to Enter, Pray to Exit
Hell of the Living Dead
Insomnia (The Sleep of Reason Produces Monsters)
The Dark Cult

Publicando originalmente no site Roadie Metal

Rock on Stage: "Tales Of The Dark Cult " entre os melhores lançamentos nacionais do ano de 2015.


RATTLE citado entre os melhores lançamentos nacionais do ano de 2015!!

"No lado do Thrash Metal então é quase um ultraje citar alguns nomes e esquecer de outros, mas vamos lá... primeiro gostaria de chamar a atenção para os baianos do RATTLE com o seu debut Tales Of The Dark Cult com letras inspiradas em grandes autores de terror e ficção científica, entre eles o nosso glorioso Zé do Caixão e um som para moer qualquer ser vivo."



Melhores cd´s Nacionais



1 - Dark Witch - The Circle Of Blood

2 - John Wayne - Dois Lados Parte I

3 - Rygel - Revolution

4 - Save Our Souls - The Otherside

5 - Warsickness - Stay Drunk In Hell

6 - Losna - Another Ophidian Extravaganza

7 - Nando Moraes - Ignited!

8 - Não Há Mais Volta

9 - Nuestro Ódio - Terra de Santa Cruz

10 - Rattle - Tales Of The Dark Cult

11 - Capadocia Leader´s - Speech

12 - Dark Avenger - Alive In The Dark

Leia a matéria completa no portal Rock On Stage.
 

"Tales Of The Dark Cult": Review no Rock On Stage


Rattle - Tales Of The Dark Cult

11 Faixas - Shinigami Records - 2015

    Os baianos do RATTLE participaram em 2012 da Hellstouch Coletânea (leia resenha) da gravadora Shinigami Records e foram os vencedores de uma votação feita pelo público entre as doze bandas participantes. Como prêmio, a gravadora iria editar e distribuir seu debut cd, cujo título é Tales Of The Dark Cult, que foi gravado no Revolusom Studio em Salvador/BA por Marcos Franco ( que já trabalhou com Confiteor, Malefactor e Behavior ), que também é responsável pela mixagem e a masterização, que foram realizadas entre 2013 e 2014.

    Na parte lírica, o quarteto formado por Val Oliveira nos vocais, Henrique Coqueiro na guitarra, Daniel Iannini no baixo e Eric Dias na bateria, criou para Tales Of The Dark Cult letras inspiradas nos universos literários cinematográficos, de Hq´s de Horror e Ficção Científica de nomes como José Mojica Marins ( o nosso Zé do Caixão ), Stephen King, Stanley Kubrick, H. P. Lovercrat, Alan Moore, Sam Raimi, Jack Kirby, Gene Roddenberry, Edgar Alan Poe, John Carpenter e tantos outros.

    Tanto a capa, que presta uma homenagem aos quadrinhos da EC Comics destacando o sacrifício aos grandes antigos ( como nas capas das histórias de H.P. Lovercrat ), quanto os encartes foram criados e desenhados pelo vocalista Val Oliveira e inspirados nas obras destes autores citados. Dito isso, vou aprofundar mais detalhadamente nas onze canções de Tales Of The Dark Cult, que é aberto com The Embodiment Of Evil, uma reverência ao personagem Zé do Caixão ( e participação do mesmo ) com sua sombria narrativa inicial, que traz o feroz Death/Thrash Metal do quarteto em riffs cortantes e intensos, que são somados a vocais de expressiva fúria e a uma aniquilação oriundas da bateria e do baixo.

    A segunda é The End, onde após algumas eficientes evoluções instrumentais, os baianos partem para um Thrash Metal rápido e dilacerante, que te convida a cantar seu refrão com Val Oliveira ( que vocaliza com muita agressividade ) e a banguear freneticamente durante sua execução técnica e cativante. Com versos típicos de companhias militares quando em treinamento, Semper FI ataca com muita garra em um andamento acelerado de riffs implacáveis na guitarra de Henrique Coqueiro e com vocais raivosos, que te implicam a agitar em sua audição ( mesmo em sua casa ). Confira também com atenção a destrutiva linha que o Rattle aplica mais ao final da música e me fale senão estamos ou não diante de uma sonzeira.

    Para Call Of Duty, faixa inspirada na HQ Área de Segurança Gorazde de Joe Sacco ( sobre a Guerra da Bósnia ), o quarteto nos envia uma matadora composição, que é daquelas para martelar na cabeça e não deixar pedra sobre pedra. Confirme esta afirmação ao perceber seus vigorosos riffs de guitarra feitos com primor por Henrique Coqueiro ou os seus vocais guturais sempre flamejantes de Val Oliveira e do convidado Anton Naberius do Eternal Sacrifice.

    E o caos sem fronteiras de Tales Of The Dark Cult prossegue espancando nossos ouvidos com Operation: Exterminate!, onde a dupla da anterior ( Val Oliveira e Anton Naberius ) cantam em um ambiente simplesmente ceifador com versos inspirados no filme O Exterminador do Futuro. Entretanto, a banda surpreende com inversão de andamento do Thrash para um Heavy Metal e no final que teve aqueles toques da trilha conhecidíssima do filme ( passando a ideia de que os exterminadores estivessem perambulando pela Terra ).

    Depois temos Whispers, que continua a desferir o violento ímpeto dos baianos em uma velocidade impressionante, que produz no ouvinte uma imensa vontade de entrar em um 'circle pit' ( ou roda se preferir ), graças à hecatombe sonora que somos expostos, afinal, a combinação de vocais, solos de guitarras, baixo e bateria desenfreados estão extremamente poderosos. Mas, o Rattle realiza uma guinada no ritmo da canção e a torna mais sombria, antes de retomar com sua fúria incontida. Com Last Standing Man, o Rattle 'fuzila' nossos ouvidos com os brutais solos de guitarra feitos por Henrique Coqueiro em um ritmo colérico inabalável e que não para em nenhum instante sequer, que liberam o vocalista para despejar toda a agressividade que deseja mostrar em seus versos, enfim, uma 'paulada' que nos conquista fácil.

    Pay To Enter, Pray To Exit também já foi título do filme de 1981 de Tobe Hooper ( para os cinéfilos, ele é o mesmo diretor do O Massacre da Serra Elétrica ) e após a sua sinistra introdução somos conduzidos aos competentes solos de Henrique Coqueiro e aos vocais urrados de Val Oliveira produzindo outro momento marcante deste Tales Of The Dark Cult, que te causa a ideia de migrar para a roda o quanto antes e o Rattle volta a impressionar significativamente nas viradas de andamento realizadas nesta canção, cortesia do competente eficaz baterista Eric Dias e do baixista Daniel Iannini.
 

    Com um diálogo que traz a aura de suspense da próxima canção, a Hell Of The Living Dead, os baianos nos exibem uma criação de estilo incansável em sua impactante linha instrumental Old School, que é uma verdadeira avalanche sonora e cujos vocais são divididos com maestria entre o convidado Júlio César ( Metropolis / The Endless Fall ) e Val Oliveira e certamente ficarão na sua memória.

    Promovendo um interlúdio antes do fim, Insomnia ( The Sleep Of Reanson Produces Monsters ) conta com linhas orquestradas concebidas pelo excelente baixista Daniel Iannini e pelo violinista Vítor Moares, que dão a sua obscura forma, que se liga a The Dark Cult, que se apresenta mais cadenciada e com os vocais de Lord Vlad do Malefactor junto a Val Oliveira elevando a categoria da canção. É gratificante quando o Rattle proporciona algumas alterações no ritmo da música e solta seu rolo compressor deixando mais veloz e mais esmagadora cada um de seus mais de oito formidáveis minutos, com direito a riffs eletrizantes, bateria voraz e baixo destroçador.

    No release do cd está escrito: "Tales Of The Dark Cult - peso, técnica e diversidade lírica", bem após ouvir o álbum posso acrescentar seguramente: vontade, garra, habilidade e capacidade em elaborar um dos melhores discos de Thrash/Death Metal que tive a oportunidade de ouvir em 2015, que faço votos para que você o conheça o quanto antes, que fatalmente você curtirá logo em sua primeira audição.
Nota: 10,0.

Rock On Stage (23/012/2015)

sábado, 2 de janeiro de 2016

Feliz 2016!


Eis que 2015 chegou ao fim...
Após um longo periodo onde ficamos longe dos palcos, com poucas apresentações no decorrer da gravação do nosso novo material, voltamos à carga totalno segundo semestre de 2015, com o lançamento do "Tales of the Dark Cult", pela gravadora paulista Shinigami Records, o qual vem obtendo excelentes resenhas em revistas e sites, e com ótima receptividade pelo público. Foi gratificante tocar e ver as pessoas com versos das músicas sendo berrados nos shows. 
Aproveitando o clima de final de ano, viemos agradecer aos nossos fãs, admiradores, amigos e colaboradores pelo apoio! Se estamos ainda aqui, devemos a vocês! Não chegaríamos onde estamos sem vocês que acreditaram e ainda acreditam na banda e na nossa música!! 
Muito obrigado!!
Este ano a luta continua!!

Follow us on FaceBook